Foi sancionada a Lei 15.378/2026, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente, criando um marco legal nacional que sistematiza direitos, deveres e garantias de pessoas sob cuidados em saúde.
A norma unifica direitos e deveres de pacientes na rede pública e privada, reforçando autonomia, dignidade e participação ativa no tratamento.
É um marco jurídico, ético e cultural para toda a saúde brasileira.

O Que é o Estatuto?
A Lei 15.378/2026 regula os direitos e as responsabilidades dos pacientes sob cuidados prestados por serviços de saúde de qualquer natureza ou por profissionais de saúde, submetendo à sua abrangência os profissionais de saúde, os responsáveis por serviços públicos ou privados e as operadoras de planos de assistência à saúde.
O texto reconhece o direito ao consentimento informado, definido como a manifestação de vontade livre, sem coerção, após o paciente receber informações claras, acessíveis e detalhadas sobre diagnóstico, prognóstico, tratamento e cuidados em saúde.
A lei foi sancionada sem vetos pelo presidente Lula e entrou em vigor com a publicação no Diário Oficial da União em 7 de abril de 2026.

Principais Direitos Garantidos
Autonomia e consentimento informado, com participação nas decisões sobre diagnóstico, prognóstico, riscos, benefícios e alternativas terapêuticas
Direito a acompanhante em consultas e internações, salvo situações que possam prejudicar a saúde, intimidade ou segurança do paciente
Proibição de qualquer forma de discriminação no atendimento e respeito ao nome de preferência e às características culturais, religiosas e sociais
Direito a cuidados paliativos, com foco no alívio da dor e do sofrimento, e garantia de apoio aos familiares em casos de doenças graves
Reconhecimento das diretivas antecipadas de vontade e possibilidade de indicar um representante para decidir em nome do paciente quando ele não puder se expressar

Implicações Práticas
Para pacientes: maior poder de escolha, proteção contra negativas abusivas e participação ativa nas decisões sobre o próprio tratamento.
Para profissionais e instituições de saúde, a lei consolida o fim do modelo paternalista clássico e institui uma parceria baseada na confiança, na informação clara e na responsabilidade compartilhada.
A violação dos direitos do paciente caracteriza situação contrária aos direitos humanos, nos termos da Lei 12.986/2014, que trata do Conselho Nacional dos Direitos Humanos.
Planos de saúde, hospitais e profissionais estão sujeitos à responsabilidade civil em caso de descumprimento.

Entendeu como o novo Estatuto dos Direitos do Paciente fortalece suas garantias na saúde?

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